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Sem cortes, sem sangue. Alguns arranhões, cicatrizes discretas.

Basta uma boa ideia. Liga a câmera e deixa rolar!

Top 5 dos videoclipes sem cortes (quase sem cortes ou com intenção de parecerem sem cortes) mais bacanas escolhidos exclusivamente segundo o critério do meu gosto duvidoso e dos meus limitados conhecimentos videoclípticos.

Comecemos pelo óun.

5.  Goldfrapp – Happiness

Tá, não é difícil deduzir onde estão os cortes desse videoclipe coisa-mais-fofa da Goldfrapp. Mas eu o incluí no top por três motivos: originalidade, poder de me fazer sorrir e inveja do fôlego do ator.

4. Kaiser Chiefs – Loves not a competition but Im winning

Zoom in, zoom out! Legal a sacada de focar um integrante de cada vez até formar a banda toda, no final. Me lembra as imagens do programa do Datena (observação totalmente dispensável).

3. Foo Fighters – My Hero

Tem cortes alí no início, mas esse clipe tinha que entrar na lista. Por que? Em respeito ao trabalhador de quem ninguem lembra: o cameraman. Um brinde a esse “hero”!

2. U2 – The Sweetest Thing

Bono Vox nos conduz pela avenida apaixonada de Dublin. Um dos clipes preferidos da pessoa que vos fala.

1. Bob Dylan – Subterrean Homesick Blues

Porque um dos primeiros videoclipes feitos sem cortes tinha que ser o primeiro do top! O mais antigo, o mais simples, o mais original! Câmera parada e deixa rolar o Dylan. Yeah!

Feito, então.

E aí? Concordam? Discordam? Quais eu esqueci? Quais eu preciso conhecer?

Sugestão para a próxima Postagem Temática: Anos 90.

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Eu estava só esperando uma boa desculpa pra fazer um post que fugisse um pouco da proposta do Devaneios Grátis (não que o meu blog tenha exatamente uma proposta). Obrigada ao Blogs Sintonizados por conseguir me arranjar essa desculpa!

Isso deve estar fora das regras, mas se vocês não se importam, vou citar mais alguns videoclipes que quase chegaram no top acima. Pode? Ah, o blog é meu. Eu posto o que eu quiser. Então, pra diminuir o peso na consciência (porque eu sei que cometi alguns crimes deixando uns clipes de fora e esquecendo da existência de outros), segue a continuação do top, mais ou menos na ordem de preferência, começando pelo melhor depois do 5º.

Coldplay – Yellow Travis – Selfish Jean Alanis Morissette – Head over feet Eagle-Eye Cherry – Save Tonight Kylie Minogue – Come Into my world Radiohead – No Surprises Nouvelle Vague – Dance with me Jack Johnson – Sitting, waitting, wishing The Cribs – Mens needs Spice Girls – Wannabe Feist – 1234

Ah, tem também esse videoclipe ótimo que o Demétrio postou na última edição da Postagem Temática.

Ufa! Chega de links. Acho que não tenho talento para tops. Voltarei aos devaneios. Até!

Às vezes ela deixava a janela da sua casa entreaberta para que algum transeunte menos distraído notasse a violeta do parapeito combinando com a cortina. Porém, naquela tarde, alguma brisa do oeste inspirou o desejo repentino de abrir também a porta e compartilhar o seu bule de chá.

O moço entrou, acomodou-se confortavelmente na poltrona e falou com alguns pormenores sobre a sua própria casa. Combinação estupenda! Ambos apreciavam a decoração em verde escuro, louça pintada à mão e toca-discos na sala de estar.

O problema era o relógio. O de um era branco e prata com ponteiros negros, e o de outro era retrô de madeira com um pêndulo que marcava cada hora com uma melodia muito particular.

17:45. Às seis, o carro da mudança. A moça viajaria para ver novas janelas e novas portas.

Ele não teve tempo de contar a ela sobre a goteira da sua cozinha, e nem sobre o azulejo do banheiro que caíra na semana anterior por causa da umidade. Tampouco ela lhe falou sobre os cupins que enchiam o quarto com a poeira fina de madeira, destruindo a sua escrivaninha de trabalho.

Ele nunca se importava com os cupins. Tinha folhas de louro espalhadas pela casa para espantar a praga. Ela, por sua vez, nunca se preocupava com goteiras. Até colocava as suas plantas debaixo dos buracos do teto para que lentamente fossem regadas nos meses de chuva.

Goteiras. Cupins. Janelas. Cortinas. Toca-discos. Sentimento. Repentino.

Tudo dentro de uma casa que ainda não tinha como existir.

Malditos relógios que não combinavam.

*Para Nives

Maria Bonomi. Tetraz VA

Te digo que às vezes é saudável colocar o toca-discos pra funcionar enquanto a chuva faz a sua festa na vidraça.

O chiado do vinil e o chuá de um carro velho perdido na madrugada.

O acompanhamento compassado da goteira do meio da sala em perfeita harmonia com o vazamento da torneira na cozinha. Drip-drop em dois tempos e duas distâncias.

Uma gota ecoa dentro do hall do ouvido, outra no da panela já cheia dágua.

As sombras dos braços das árvores no papel de parede duram o segundo do raio. Maestro projetado.

Composição digna de uma grande ópera, brincando na partitura feita de linhas das tábuas  do açoalho.

As roupas limpas encharcadas no varal, dançarinas do ballroom improvisado a céu aberto.

O som do prato da bateria é o próprio trovão. Momento ápice.

E os livros todos espalhados no gramado, desfazendo-se na clave de sol.

Ou seria essa a clave de chuva?

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O tema desta edição da Postagem temática foi chuva. Minha sugestão para a próxima é videoclipes.

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