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Era ela dentre todas as coisas bonitas que jamais vi. Sorriso discreto, refinado quase que por esforço – apesar da infantilidade escancarada na gotinha de travessura colada por detrás da pupila. Maldosa de leve. Peste de mansinho. Portava na cabeça raios louros do sol no meio da dança fria de guarda-chuvas e vestidos cor de chumbo. Sim, sim, já dizia Renoir: pour moi un tableau doit être une chose aimable, joyese et jolie, oui jolie! Tão agradável, alegre, bonito. Um quadro deve ser, para mim. Eu não diria só do quadro, mas também da própria vida. E ela era a minha vida, a menina: agradável alegre bonita. Tanto.

 

"Os guarda-chuvas" de Pierre Auguste Renoir (1881-1885)

Pena que a menina não existia.

Como a vida deve ser.

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