Queria poder escrever no escuro. Deixar as silhuetas imaginadas da noite passarem pela navalha do lápis e sangrarem o papel.

A lâmpada afoga na garganta o grito. Ou o choro nervoso. A saudade de um beijo molhado no pescoço.

E aquela vontade de palavras que circula até as pontas dos dedos dos pés.

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