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O tema desta edição da Postagem Temática foi Do que eu não quero saber.

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Eu incorporo no meu código genético cada molécula exalada na respiração da multidão. Perco-me através dos atalhos mal trilhados pelo fluxo sanguíneo das travessas e becos. Viezes e transviezes dessa cidade que não é a minha. Percebo os tumtums do coração que surgem lá da esquina num protesto banal. Tambores quentes em descompasso com o caminhar frio e indeciso de cidadãos não procurados pela polícia. Desvio e adentro-me em uma das veias capilares na galeria escura – tem lojas de bugigangas e cheiro de bife bem passado. Tal corte na epiderme de concreto da quadra finda na saída pela rua transversal. Esbarro no compro ouro, no compro cabelo, nos gritos de atendimento odontológico. Passeio por entre as células de um organismo vivo e vibrante,  acometido de uma grave doença imunológica – onde estão os anticorpos contra a fumaça do cigarro barato? Tropeço em desenhos de nanquim sem vida. Harmonizo, sozinha. É o meu passo se unindo ao descompasso daquele cardíaco tambor de manifestação.

Centro, meio da manhã. Pulsa.

catedral/gramado

Tentando achar um bom ângulo para olhar o mundo. E as cores certas. Às vezes na pontinha dos pés. Às vezes por trás de muros e névoa. Às vezes um pouco mais à direita do foco principal. Outras tantas, à esquerda. Às vezes com a ajuda de alguém para dar a dica. “Olhe para cima”. Dessa vez foi o pai. E em tons de cinza.

Gramado/inverno de 2009. “No teto de um dia nublado”.

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